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  • 04/03/2011 - Telhas de PVC chegam ao mercado brasileiro

    Com investimento inicial de R$ 23 milhões, a Precon começa a operar a primeira fábrica de telhas em PVC no País já com planos de expansão. O novo produto, chamado PreconVC, é mais resistente, ecologicamente correto e pode baratear em até 40% o custo das obras

    O plástico mais utilizado em tubos e conexões estará também nos telhados. Em fevereiro, a Precon iniciou a produção e comercialização das telhas em PVC. O novo produto, chamado PreconVC, é mais leve, mais resistente, ecologicamente correto e pode baratear em até 40% o custo das obras.

    Para produzir a telha, a Precon ergueu uma nova planta industrial em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Trata-se da instalação de uma primeira fase da fábrica de telhas PreconVC, do parque fabril da empresa instalada no município, desde 1963. Com um investimento de aproximadamente R$ 23 milhões, a capacidade total de produção da fábrica é de 285 mil m² de telhas por mês, 1100 toneladas/mês e 14 mil toneladas/ano.

    Expansão

    O lançamento das telhas de PVC será uma das estratégias de crescimento da Precon para os próximos anos. Em 2011, a Empresa planeja aumentar em 70% o seu faturamento. Segundo o CEO da Precon Industrial, Eder Campos, a expectativa é que as vendas das telhas represente quase 30% deste montante. “A Empresa pretende inaugurar a segunda etapa ainda em 2011, o que dará a possibilidade de dobrar a nossa capacidade de produção e de faturamento. Ao final de 2011, nossa capacidade de produção será de cerca 3,7 milhões de metros quadrados de telhas de PVC. A previsão é que sejam contratados mais 50 colaboradores diretos para a nova fase, além de gerar cerca de 120 empregos indiretos”, explica Campos. Atualmente a nova unidade fabril conta com 58 profissionais.

    Compromisso

    No dia 11 de fevereiro, o Governo de Minas, por meio do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), assinou protocolo de intenções, com previsão de investimentos e geração de empregos, visando à implantação da unidade industrial da Precon Industrial S.A.

    Características

    A PreconVC foi desenvolvida através de uma parceria entre a Precon e a Braskem, empresa brasileira de pesquisa na área petroquímica e produção de resinas termoplásticas. Há um ano meio, a Braskem iniciou os estudos para as telhas em PVC, um produto que, embora já comercializado na Ásia e Europa, é inédito no país. “Não há dúvidas que estamos otimistas. Não existe no mercado nacional nenhum produto com as mesmas características do que estamos oferecendo. Antes de trazermos o produto para o Brasil, buscamos referências. A fábrica em Pedro Leopoldo é a primeira a produzir telhas em PVC no país”, explica Cléber Mário Borges, diretor de Operações da unidade de PVC e profissional com mais de 30 anos de experiência em fabricação de produtos de PVC. A Precon contou ainda com outras empresas parceiras para o desenvolvimento da PreconVC: Baerlocher do Brasil (estabilização), Unimim do Brasil (carbonatos), ColorMatrix (pigmentos), Tesis (controle de qualidade e certificadora independente) e Unigel (acrilato).

    As pesquisas resultaram em uma peça mais leve e resistente que as comumente utilizadas na construção civil. Um dos diferenciais está no peso. A PreconVC chega a pesar entre 5 e 10% das telhas de barro (variação de acordo com a PreconVC que cliente escolher), por exemplo, o que dispensa o uso de caibros, ripas e outras estruturas de sustentação. Por conta disso, os gastos nas obras são menores – média de economia 40% do que os sistemas convencionais. “Além disso, o projeto foi desenvolvido com matérias-primas não tóxicas e recicláveis. Nossa produção não gera resíduos, com circuito fechado e todo automatizado”, completa Cleber.

    A durabilidade do PVC também gera economia. As telhas Precon VC se mantêm estáveis às tempestades, granizos e outras intempéries. As telhas também podem ser usadas como fechamento de espaços. As peças têm baixíssimos índices de expansão térmica e, frente a variações de temperatura, sua estabilidade dimensional e de cor são superiores às telhas convencionais.

    Há outras vantagens. As telhas Precon VC são mais fáceis de manusear, o que garante mais rapidez às obras. “Nos casos de reposição, por ser mais leve e com um sistema mais barato, o proprietário mesmo pode fazer”, completa Cleber. As telhas proporcionam conforto térmico e acústico – cerca de 17% de redução sonora e 20% térmica. São ambientalmente corretas, já que o PVC é reciclável e toda a sua produção é feita em circuito fechado.

    Fonte: Maxpress


  • 21/02/2011 - Associação americana divulga relatório sobre reciclagem de portas e janelas de PVC

    O Vinyl Material Council (VMC) da American Architectural Manufacturers Association (AAMA) divulgou um relatório sobre os desafios da criação de um programa de reciclagem de portas e janelas de PVC e sobre a viabilidade da reciclagem em grande escala. Segundo o estudo, a quantidade de portas e janelas substituídas historicamente é pequena devido a grande durabilidade do material, mas que esse número deve crescer com o tempo, devido a grande a quantidade instalada desde a década de 80. Segundo o documento, a América do Norte possui estrutura significativa e tecnologia para atender um programa de reciclagem, mas que fatores como centros de coleta e rede logística devem ser melhorados. A pesquisa de mercado citada no estudo indica que as janelas e portas de PVC representam atualmente 60% e 41%, respectivamente, do mercado total desses produtos nos EUA.

    Fonte: Instituto do PVC


  • 10/02/2011 - Primeira escola de PVC é inaugurada em Maceió

    Um projeto realizado através de uma parceria entre a prefeitura de Maceió e a Braskem, resultou em benefícios para a comunidade local. O Centro de Educação Infantil Mestre Izaldino ganhou nova instalação, com área de 1200m2. A tecnologia utilizada tem como base a utilização de placas de PVC, preenchidas por concreto e barras de aço e possui vantagens fundamentais para a construção civil como grande durabilidade, baixo custo de manutenção e alta resistência física. Um dos grandes problemas de áreas litorâneas, como em Maceió, é a intensa maresia. O PVC utilizado impede sua ação evitando problemas comuns associados a ela como umidade, fungos e mofos, além da corrosão, o que demandaria manutenções constantes.

    Fonte: Instituto do PVC


  • 03/02/2011 - O PVC E O MEIO AMBIENTE

    1.1 - O PVC no Lixo Urbano

    Os materiais conhecidos como "plásticos" são na realidade artefatos fabricados a partir de resinas sintéticas produzidas através de matérias-primas de origem natural, como o petróleo, o gás natural, o carvão ou o sal comum. Apesar da enorme produção de "plásticos", sua fabricação consome menos do que 4% do petróleo12 produzido comercialmente no mundo.

    Os plásticos são comercializados em pó, grânulos, fundidos ou em solução, e nessas formas alimentam a indústria de transformação. Nela, após a aplicação de calor e pressão e adição de inúmeros modificadores e aditivos, resultam nos produtos tão conhecidos e indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

    O material plástico vem substituindo gradualmente os materiais convencionais no projeto de produtos ("design"), não só por seu baixo custo, mas também por conseqüência do desenvolvimento contínuo de sua funcionalidade, que permite acondicionar, envolver, acomodar e até transportar produtos. Os "plásticos" mudaram além dos hábitos de vida do consumidor, por exemplo, com os descartáveis, as práticas de comércio.

    Especialistas do setor de marketing afirmam que o sucesso dos plásticos deve-se ao apelo visual, independentemente do produto a ser vendido, porque estes materiais por si só imprimem a idéia de eficiência e competitividade a todo processo em que participam. A par do aspecto físico, comercialmente interessante, são suas propriedades químicas que os fazem tecnologicamente atraentes.

    Em 2007, comparado ao ano de 2006, o consumo per capita de plástico no Brasil aumentou cerca de 7,0% e a produção nacional de resinas termoplásticas aumentou 6,4%, alcançando 5,3 milhões de toneladas, com um consumo aparente que superou a cifra de 4,9 milhões de toneladas de material plástico, de acordo com a ABIQUIM - Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados. A produção de resinas termoplásticas no Brasil teve seu início na década de 70 e conta hoje com cerca de 11.000 empresas32 que as transformam em seu parque industrial.

    Quando descartados pelos consumidores ou pela própria indústria, por não mais apresentarem valor de uso ou interesse para aproveitamento, os materiais plásticos são denominados "resíduo" ou "lixo".

    Por definição, resíduo sólido urbano inclui o disposto por residências, instalações comerciais, instituições, fazendas e fábricas pequenas. Já os resíduos industriais incluem o que é gerado na indústria pesada, automobilística, de construção civil, resíduos de demolição e incineração.

    Atualmente, a geração de resíduos sólidos apresenta três aspectos a serem considerados6,20:

    *
    Volume crescente, em função do crescimento populacional e das áreas urbanas, e pela disseminação do uso de produtos descartáveis;
    *
    Complexidade dos resíduos, devido ao desenvolvimento de novos materiais introduzidos no dia-a-dia, gerando novos resíduos que necessitam, muitas vezes, de tratamento prévio à sua disposição final;
    *
    Poluição visual ou "lixo visual", causado pelo crescente volume de resíduos, e a conseqüente desvalorização da área onde os mesmos são depositados.

    A cidade de São Paulo gera cerca de 15 mil toneladas/dia18 de resíduos sólidos, dos quais possivelmente mais de 700 toneladas são constituídas por embalagens plásticas descartáveis, fabricadas em diversas resinas. Dentre estas, as que mais participam de nosso cotidiano são: o poli(tereftelato de etileno) conhecido como PET; o polietileno de baixa ou alta densidade (PEBD e PEAD, respectivamente); o poli(cloreto de vinila) (PVC); o polipropileno (PP) e o poliestireno (PS), nas formas mais diversas7,18,19.

    Embora no Brasil sejam geradas mais de 570 mil toneladas por ano de resíduos plásticos industriais, agrícolas e urbanos, os mesmos perfazem apenas uma pequena parcela (6 a 10% em peso) do volume total dos resíduos sólidos, que se distribuem conforme mostra a Figura 1-118,19. A maior parcela destes é constituída por material orgânico (52%). O restante compreende papel e papelão, vidro, metais e diversos, como entulho de construções habitacionais (material inorgânico).

    A contribuição do plástico, no entanto, embora pequena frente ao volume total de resíduos descartados, traz consigo um aspecto negativo que é o seu volume aparente ou o chamado "lixo visual" 18,19. Na fração que corresponde a 6% em peso de materiais plásticos encontrados em lixões (Figura 1-1), estima-se que 14% sejam resíduos de PVC (ou seja, o PVC tem uma presença de cerca de 0,8% no resíduo sólido urbano).


    Nos Estados Unidos, o material plástico como resíduo sólido urbano constitui cerca de 7,3 % (em peso) do volume total de resíduo disposto. Deste percentual, o polietileno de baixa densidade compõe 27%; o polietileno de alta densidade, 21%; o polipropileno, 18%; o poliestireno, 16% e o PVC apenas 7%. A contribuição do PVC no resíduo sólido urbano é, portanto, menor que 0,5%.

    Até o momento, a forma encontrada para lidar com o problema de descarte é a de transformar o lixo plástico em matéria-prima reciclada, reintegrando-o ao processo produtivo.

    Normalmente, para pequenas quantidades de resíduo gerado, existem soluções simples e aceitáveis. No Brasil, entretanto, a forma mais utilizada para o descarte de resíduos ainda é a adoção generalizada da disposição em lixões. Os lixões ou vazadouros consistem em lançamento dos resíduos ao solo, a céu aberto, uma forma de disposição final inadequada e que pode causar danos ao meio ambiente e problemas de saúde pública.

    Os recicladores europeus e australianos possuem maior facilidade na aquisição e processamento desses resíduos, pois a coleta seletiva é um programa instituído e eficiente, proporcionando uma fonte de fornecimento de sucata confiável, tanto em qualidade (material selecionado) como em quantidade.


    A Alemanha foi a pioneira na reciclagem de plásticos na Europa7 e, atualmente, oferece subsídios para os recicladores operarem. Em 1994, a Alemanha reciclou 125.000 toneladas e exportou 225.0007 toneladas de resíduos de plásticos.

    Apesar da exportação de milhares de toneladas de plástico para as indústrias asiáticas, os estoques de sucata na Alemanha são crescentes. Estes enormes estoques acabaram por prejudicar os esquemas de comercialização do material reciclado da França e da Bélgica. Na França3 os resíduos plásticos estão estimados em três milhões de toneladas. Deste montante, dois milhões são resíduos pós-consumo, como embalagens, e o restante é proveniente de descarte agrícola, construção civil e outros.

    Existe nesse país um pólo de reciclagem de PVC constituído por três usinas, conhecido como ecopólo do PVC, que o recicla e o transforma em produtos, principalmente, tubos rígidos9.

    Estas considerações demonstram a necessidade da busca por soluções técnicas inteligentes de reutilização, tanto sob o ponto de vista econômico quanto ecológico, para o que é disposto, eliminado ou desprezado nas diversas atividades humanas.

    Um dos grandes problemas atuais está em encontrar uma solução definitiva para obter compatibilização e harmonia entre o desenvolvimento econômico e a qualidade do meio ambiente.

    1.2 - Ciclo de Vida do PVC e Suas Vantagens Ambientais

    A análise do ciclo de vida, por definição, a partir da série de normas ISO 14000 do subcomitê SC5, constitui-se num instrumento que permite o desenvolvimento de critérios e procedimentos objetivos para a avaliação do impacto ambiental de produtos. Esta avaliação considera o ciclo de vida completo do produto, isto é, desde a sua concepção (projeto) até o término da vida útil, com a sua disposição ou recuperação. Envolve, portanto, a contabilização de muitos parâmetros durante os diferentes estágios de processo de um produto, a sua distribuição e a gestão dos rejeitos, parâmetros esses que podem mudar ou variar de região para região.

    Para a realização da análise do ciclo de vida de um material, leva-se em consideração critérios de eficiência técnica, econômica e ambiental, com vistas a determinar as condições de contorno para a sua fabricação. Estas condições, também conhecidas como limites de um sistema, delimitam o conjunto de operações industriais ou "sistema industrial" e o "sistema meio ambiente".

    Para esta análise, também chamada de "do berço ao túmulo", são avaliadas todas as etapas de um processo produtivo, partindo-se da matéria-prima utilizada, se proveniente de recursos naturais ou não; a geração de subprodutos ou resíduos contaminantes de recursos naturais (água, solo e ar), até a possibilidade de sua reutilização, reciclagem ou a forma de disposição do produto após o uso4. O objetivo desta avaliação é determinar o impacto global de um produto ou serviço sobre o meio ambiente, durante seu ciclo de vida completo.

    A ABIVINILA - Associação Brasileira das Indústrias de Cloreto de Polivinila, em convênio com a Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP e a Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP, publicou um estudo sobre a análise do ciclo de vida do PVC. De acordo com esse estudo, o PVC tem um excelente desempenho ambiental.

    A análise realizada evidenciou que a partir da sua polimerização, mesmo considerando a etapa de produção do cloro por eletrólise (passagem de corrente elétrica em salmoura), a produção do PVC é uma das mais econômicas em termos de energia. Além disso, o PVC é o único material plástico, dentre os mais comuns, que não é 100% originário do petróleo (57%, em peso, vêm da indústria de cloro-soda e 43% do petróleo).

    A incineração do PVC, quando realizada em equipamentos e condições adequados, da mesma forma que a combustão de outros materiais, não oferece risco à saúde ou ao meio ambiente.

    Quanto ao ácido clorídrico proveniente da incineração, existem sistemas de recuperação e purificação disponíveis, de forma a possibilitar sua reutilização no próprio processo de produção do PVC. Quanto à chuva ácida, estudos mostram que 98% de sua formação devem-se aos óxidos de enxofre (SOx) e de nitrogênio (NOx), resultantes da queima dos combustíveis pelos automóveis, caminhões e aquecedores domésticos. Portanto, comparativamente a estas outras substâncias, a participação do PVC na chuva ácida é praticamente nula. Por fim, a presença do PVC em aterros urbanos não provoca problema algum ao meio ambiente; o PVC é uma resina inerte.

    A maioria dos produtos fabricados em PVC duram em média mais de 50 anos, o que o torna um material durável ou de longa vida útil, além de ser reciclável, sendo, por essas características, utilizado principalmente na construção civil.

    O PVC é particularmente atraente para a fabricação de tubos e perfis para a construção civil, não só por suas propriedades mecânicas, como pelo fato de adquirir, com a presença de aditivos, inúmeras características que o diferenciam de outros polímeros.

    1.3 - O PVC e suas aplicações

    1.3.1 - Histórico

    A descoberta do PVC poli(cloreto de vinila), ocorreu em 1872, por um cientista chamado Baumann31, que observou a formação de um pó branco ao expor um gás, o cloreto de vinila (VC), à ação dos raios solares durante vários meses em recipiente fechado. No entanto, foi somente em 1931, na Alemanha, que surgiu o interesse comercial por esta nova resina e consequentemente teve inicio a sua produção industrial.

    Em termos de comercialização, é uma das 3 resinas de maior volume de produção entre os inúmeros polímeros e copolímeros vinílicos. A divisão do consumo de PVC por aplicação, no Brasil, em 2007, é resumida em: 44,2% para tubos e conexões; 16,2% para laminados e espalmados; 4,7% em embalagens (filmes e frascos); 5,9% em fios e cabos; 15,7% em perfis para construção civil; 6,2% em calçados; 2,1% em mangueiras e 5,0% em outras aplicações específicas, segundo os fabricantes de resinas de PVC Braskem e Solvay Indupa.

    1.3.2 - Aspectos Gerais

    1.3.2.1 - Características e Propriedades

    O PVC é um polímero obtido a partir do cloreto de vinila, um monômero formado pela reação de cloro (57% em peso do polímero) e eteno (43% em peso).

    Estes produtos químicos têm sua origem em duas matérias-primas de origem natural, o sal comum, cloreto de sódio (NaCl), e o petróleo. O cloro é obtido por eletrólise de uma solução de NaCl, conhecida como salmoura. O processo envolve uma reação química resultante da passagem de corrente elétrica pela salmoura, que produz, além do cloro, soda cáustica e hidrogênio. O eteno, por sua vez, é obtido por processo de pirólise (quebra de ligações químicas pelo calor) da fração nafta obtida no refino do petróleo, ou de frações líquidas do gás natural.

    O eteno, em contato com o cloro, através de reação conhecida como cloração, origina um novo gás, o dicloroetano (EDC). Este gás, ao sofrer pirólise, produz o monômero cloreto de vinila (MVC) de estrutura CH2CHCl, e libera ácido clorídrico, HCl, como subproduto.

    O termo monômero, vem do grego e "mono" significa uma parte. O mero é denominado "unidade química de repetição". Estas "unidades", ao serem submetidas ao processo químico chamado polimerização, terão suas moléculas unidas, compondo uma molécula "gigante" denominada polímero (do grego, "muitas partes"). A macromolécula, ou polímero, formada de monômeros de cloreto de vinila é chamada de poli(cloreto de vinila) ou PVC e sua estrutura básica consiste de (CH2CHCl)n, onde "n" é o número de vezes que esta unidade básica se repete, em geral entre 300 e 1700 vezes.

    Quando a cadeia molecular produzida consiste apenas em um tipo de monômero (por exemplo, cloreto de vinila), a resina é classificada como um homopolímero. Quando ocorre a adição de outros monômeros à cadeia molecular (dois ou mais diferentes entre si), obtém-se uma resina conhecida como copolímero. Neste caso, os diferentes monômeros são denominados de comonômeros, cujo copolímero possui propriedades diferentes das encontradas quando se faz uma mistura dos homopolímeros mecanicamente. Exemplos típicos de comonômeros para o cloreto de vinila, são o acetato de vinila e o cloreto de vinilideno.

    Os homopolímeros são melhor caracterizados comercialmente pela sua massa molecular, porque esta variável determina a maioria das propriedades físicas do polímero como a estabilidade ao calor. Na formulação de compostos rígidos, por exemplo, seleciona-se geralmente resinas homopolímeras de baixa a média massa molecular. Isto porque resinas de alta massa molecular requerem temperaturas de processamento mais elevadas, o que as torna mais vulneráveis à degradação térmica. Portanto, a massa molecular constituí-se numa das variáveis mais importantes a ser considerada para a escolha correta de uma resina, sendo também uma distinção primária entre os diferentes polímeros de PVC comercialmente produzidos ("grades").

    O PVC é um pó branco, em estado sólido à temperatura ambiente; inodoro ou de odor brando e quimicamente estável, não ocorrendo decomposição ou reação com outros produtos em condições normais, o que o classifica como não-corrosivo, não-explosivo ou não-inflamável.

    A sua solubilidade em água é nula, sendo considerado um produto atóxico e inofensivo quando em contato com a pele; entretanto, quando manuseado, devem ser utilizados máscaras ou respiradores com filtros mecânicos. A resina de PVC deve ser armazenada em temperatura moderada, livre da ação direta da luz solar e de umidade, devendo ser protegida do contato direto com o solo.

    A estrutura básica do poli(cloreto de vinila) é apresentada na Figura 2, onde observa-se os átomos volumosos de cloro, alternados na cadeia polimérica15. Esta estrutura gera incompatibilidade com hidrocarbonetos não-polares, ou seja, é resistente à gasolina e aos óleos minerais, porém o torna solúvel em solventes fortemente polares, como acetona e hidrocarbonetos clorados.

    Para a maioria dos produtos feitos em PVC (tubos, perfis e outros), não é recomendado o uso em condições de exposição a temperaturas maiores que 60oC, pois pode ocorrer a degradação do material. A resistência a altas temperaturas (portanto, a resistência térmica) está relacionada à quantidade de cloro presente na cadeia polimérica. Desta forma, é possível ampliar a faixa de utilização de produtos de PVC para temperaturas entre 80 e 100oC, aumentando-se a quantidade de cloro na resina, o que além de aumentar a resistência térmica, aumenta também a densidade e o retardamento à chama.

    1.3.2.2 - Produção do PVC (Polimerização)

    Existem quatro técnicas de fabricação do PVC, em que duas se destacam pela sua porcentagem de utilização: a polimerização em suspensão, com 80% do total de PVC produzido no mundo, e a polimerização em emulsão, com 10 a 15% do total. As principais características através das quais estas técnicas se diferenciam são o diâmetro e a porosidade das partículas produzidas. Na técnica em suspensão são produzidas partículas porosas de diâmetro entre 50 e 250 micrometros (média 100 micrometros) e no processo em emulsão, partículas não porosas entre 0,1 e 50 micrometros (em média 1 micrometro) de diâmetro. Essas diferenças são de importância fundamental para o processamento da resina e suas propriedades.

    1.3.3 - Formulação do PVC

    Apesar de ser um termoplástico, que pode ser aquecido, moldado, resfriado, reaquecido e moldado novamente, sem perda significativa de suas propriedades físicas, o PVC não é produzido de forma a ser diretamente processável como ocorre com outras resinas21.

    A resina de PVC, devido à sua baixa estabilidade térmica e alta viscosidade quando submetida à fusão, necessita de algumas substâncias que facilitem ou auxiliem seu processamento. Estas substâncias são conhecidas como aditivos e são aplicadas geralmente em pequenas quantidades, de forma a alterar as propriedades da resina, possibilitando seu processamento e/ou melhorando algumas propriedades físicas, químicas ou elétricas do produto final. A esta incorporação de substâncias se chama de "formulação" ou "composição", e ao produto desta adição, de "composto".

    As formulações, ou compostos de PVC são realizadas, portanto, de acordo com o tipo de produto a ser fabricado ou de acordo com a sua finalidade e dependem em grande parte das condições de processamento e da resina escolhida. Desta forma, um composto de PVC pode ser formulado para produzir desde peças rígidas até flexíveis, transparentes ou pigmentadas, de baixa ou alta densidade, dependendo da especificação desejada.

    1.3.4 - Aditivos

    Existem diversos aditivos que podem ser utilizados no preparo de um composto, tais como: estabilizantes, lubrificantes (internos e externos), plastificantes, auxiliares de processamento, cargas, pigmentos e outras substâncias com finalidades específicas como os agentes de expansão e os anti-estáticos.

    Devido às diversas possibilidades existentes de variação das propriedades do PVC, através das suas diferentes formulações, não é possível indicar um composto que seja típico ou característico. Isto porque todos são constituídos de diferentes substâncias auxiliares, que não só possibilitem um processamento satisfatório como também visem a atender as especificações físico-químicas do produto final.

    1.3.4.1 - Estabilizantes

    Apesar do PVC apresentar pequeno grau de cristalinidade, se comparado ao polipropileno ou ao polietileno de baixa densidade, não se obtém a formação de um material homogêneo quando submetido a fusão, no seu processamento14. Isto se deve ao fato de que, geralmente, este material é transformado a temperaturas entre 170 e 200oC, portanto, menores que as exigidas para a fusão cristalina, que ocorre entre 160 e 230oC. Desta forma, a presença de unidades não fundidas, juntamente às outras substâncias incorporadas a cada formulação, confere ao artefato produzido características de comportamento e mudanças de propriedade, em função do tempo e a temperatura, não encontradas em outros polímeros. Em conseqüência desta pseudo-fusão14, a viscosidade no processamento a quente do PVC é extremamente elevada.

    O termo degradação é utilizado quando ocorre a liberação de HCl acompanhado pelo desenvolvimento de cor, que evolui desde o laranja claro até o preto. A cor caracteriza uma modificação estrutural da cadeia polimérica e ocorre através da formação de uma estrutura poliênica (duplas ligações entre carbonos de uma molécula), como a apresentada na Figura 3. Após ser ultrapassado o limite de temperatura para a sua transformação, a molécula entra em decomposição produzindo uma fumaça rica em gás clorídrico (HCl) e monóxido de carbono (CO).

    Não só o processo de transformação pode decompor a cadeia polimérica do PVC, mas também a radiação ultravioleta proveniente dos raios solares, cujo mecanismo de foto-decomposição é análogo ao da degradação térmica.

    Para se evitar a degradação e a deterioração do PVC por erosão superficial, na forma de perda de transparência, fraturas e enrugamento, adicionam-se substâncias conhecidas como estabilizantes. A função principal do estabilizante é a de reduzir ou bloquear estruturas de cadeias instáveis e tornar lenta a velocidade de todos os processos de decomposição iniciados durante o processamento ou uso do produto.

    Desta forma, o estabilizante é um aditivo fundamental a ser incorporado a qualquer formulação de PVC, seja ela rígida, flexível ou plastisol. Vale observar que, na prática, quando se utiliza sistemas de estabilização conjugados, como Ca/Zn, Ba/Cd, Ba/Cd/Zn e complexos orgânicos, ocorre um aumento excepcional na eficiência dos estabilizantes em uma mesma formulação do que a obtida quando se utiliza o estabilizante em separado e em maior quantidade.

    Sais de metais pesados (bário, cádmio, zinco, chumbo, cálcio e estanho) de ácidos orgânicos, inorgânicos e fenóis - Os estabilizantes26,27 à base de bário e cádmio (ésteres de ácidos graxos) são eficientes a altas temperaturas de processamento e em prolongado período de exposição ao calor. São, porém, considerados tóxicos e não permitidos para compostos destinados a entrar em contato com alimentos e em brinquedos. Aqueles à base de cálcio e zinco são de baixa eficácia, sendo mais efetivos apenas durante a etapa inicial de fusão, minimizando o aparecimento de cor; no entanto, são considerados atóxicos. Os sais de chumbo, conferem ao produto final uma boa opacidade, resistência térmica e, também, baixo custo, ocorrendo seu emprego no Brasil principalmente em tubos/conexões, fios e cabos. Já os sais de estanho são os mais eficazes para se obter produtos transparentes; seu uso, contudo, devido ao preço elevado, é limitado;

    Complexos orgânicos - São auxiliares26,27 que visam melhorar a eficiência do sistema. Normalmente não são utilizados como um estabilizante único, mas em conjunto a outros estabilizantes, como os sais metálicos. Entre estas substâncias, as mais utilizadas são: o óleo de soja epoxidado, estearato de octila epoxidado, a -fenil-indol e difenil-decil-fosfito;

    Compostos organo-metálicos - São substâncias26,27 que absorvem preferencialmente radiações U.V., protegendo as moléculas do PVC. Entre os produtos mais utilizados estão os benzo-triazóis, hidroxi-benzofenonas, ésteres arílicos e sais de níquel.

    1.3.4.2 - Lubrificantes e Plastificantes

    O atrito gerado entre a massa do composto de PVC e o equipamento utilizado para realizar a sua transformação (por exemplo, uma extrusora), aumenta a temperatura da massa, provocando aumento da fricção entre as moléculas, podendo levar à sua degradação17. Para eliminar esses problemas são incorporadas à formulação substâncias conhecidas como lubrificantes, que atuam como auxiliares de processo, melhorando o fluxo do composto (seu deslizamento) durante a fusão. São dois os tipos de lubrificantes: os externos, que diminuem a aderência da massa às paredes do equipamento de transformação, e os internos, que reduzem o atrito intermolecular do polímero, diminuindo a temperatura de processamento.

    Os lubrificantes externos são os mais utilizados no processamento do PVC e geralmente aumentam o ponto de fusão da massa, pois esta "patina" na parede da máquina dificultando a fusão.

    A ação como lubrificante externo ou interno está intimamente relacionada à sua composição química e à sua interação com a estrutura química do polímero de PVC, ou seja, lubrificantes de cadeia curta e grupos polares favorecem a compatibilidade com o PVC e, consequentemente, uma lubrificação interna17. Já os de cadeias longas com poucos ou nenhum grupo polar, favorecem a lubrificação externa, pois possuem alto grau de incompatibilidade com o PVC, sendo assim exudados, ou seja, são expelidos do composto, formando uma película entre a massa e as paredes do equipamento. Além disso, dependendo da formulação requerida para o PVC, um mesmo lubrificante pode desempenhar papel diferente, como, por exemplo, um álcool graxo que atua como lubrificante interno no PVC rígido e externo no PVC flexível. Os lubrificantes mais utilizados são os álcoois graxos, os ésteres (de atuação variável, de forte caráter interno ou externo), os ácidos graxos, sabões metálicos, amidas de ácidos graxos e hidrocarbonetos.

    Assim como os lubrificantes, os plastificantes17 reduzem as forças de atração entre as moléculas do PVC (forças de Van der Walls), permitindo que elas deslizem umas sobre as outras. A diferença entre estas duas substâncias reside nas cadeias de carbono de um e de outro. Enquanto os lubrificantes possuem no mínimo 12 carbonos, os plastificantes de alta compatibilidade contam com cerca de 8 carbonos.

    Os plastificantes26,27 têm por função conferir propriedades elastoméricas ao produto acabado, ou seja, aumentar a flexibilidade das cadeias poliméricas, não sendo portanto adicionados em formulações de PVC rígido. Desta forma, alterando-se a quantidade do plastificante incorporado à formulação, são obtidos produtos finais de diferentes durezas.

    Os plastificantes mais comuns são os ftalatos, como o DOP - di octil ftalato e o DINP - di iso nonil ftalato, sendo o DOP o mais utilizado por ser de baixo custo. Os citratos são pouco utilizados e devido ao fato de não possuírem odor ou gosto, há um maior interesse e possibilidade na sua utilização em aplicações alimentícias e farmacêuticas. Os fosfatos, devido a seu preço e toxicidade, têm aplicação muito limitada; são contudo aplicados onde é exigida uma reduzida inflamabilidade do polímero.

    Alguns plastificantes são utilizados de forma específica, como em produtos que sejam submetidos à baixa temperatura, em câmaras frigoríficas, casos em que são utilizados os adipatos (ácido butano-carboxílico), azepatos (ácido heptano-dicarboxílico) e os sebacatos de octila; para altas temperaturas (baixa volatilidade e resistência entre 75 e 105oC), como em cabos elétricos, utiliza-se principalmente ésteres de pentaeritritol e trimetilatos.

    Os poliésteres derivados dos ácidos adípico, azeláico, sebácico, ftálico e polióis, assim como os copolímeros acrilonitrila-butadieno e etileno-acetato de vinila-ácido carboxílico, são conhecidos como plastificantes permanentes, cuja principal característica consiste em serem dificilmente extraídos por óleos, graxas ou solventes apolares. Por esta razão, são comumente utilizados na composição de folhas auto-adesivas, perfis para a indústria automobilística, tubos flexíveis para o transporte de solventes e outros.

    1.3.4.3 - Outros Aditivos

    Cargas

    Sua função principal é a de reduzir o preço dos compostos; contudo, paralelamente, algumas cargas conferem propriedades interessantes ao composto26,27. São exemplos: o carbonato de cálcio, natural ou precipitado, que pode oferecer resistência ao impacto em compostos rígidos; o caulim, na fabricação de cabos elétricos, permitindo aumento de resistividade (isolamento) e melhoria nas características de resistência à abrasão; as sílicas ultrafinas, de alto custo, que melhoram a resistividade elétrica e o fluxo durante o processamento do compostos. Encontram-se também aplicações para materiais diferentes destes citados, tais como: talco, barita, terra diatomácea e outros.

    As cargas devem ser utilizadas com precaução, sem excesso, pois tendem a elevar o peso específico, reduzir as propriedades físicas do polímero e apresentar efeitos negativos junto a determinados sistemas de estabilização, em conseqüência das impurezas nelas contidas. A principal desvantagem no uso de cargas reside na sua difícil processabilidade e conseqüente ação abrasiva em equipamentos de transformação.

    Modificadores de Impacto

    Constituem uma classe de aditivos que aumentam a resistência ao impacto do PVC rígido, especialmente daqueles destinados à fabricação de filmes ou embalagens moldadas por sopro26,27. As misturas (blendas) poliméricas são os sistemas mais utilizados e originam-se da mistura física entre dois ou mais polímeros, sem qualquer reação química intencional. Este tipo de adição pode conferir excelentes propriedades para determinadas aplicações, pois um componente pode suprir as propriedades deficientes do outro. Os mais utilizados incluem-se entre os polímeros ou copolímeros elastoméricos do tipo: acrilonitrila/butadieno/estireno (ABS); metacrilato de metila/butadieno/estireno (MBS); etileno/acetato de vinila (EVA); polietileno clorado (CPE).

    Outras Substâncias

    Com finalidades específicas, podem ser incorporadas a uma formulação26,27, como pigmentos para colorir; auxiliares de fluxo, que aumentam a resistência a temperatura da massa fundida e melhoram a superfície ou o brilho do produto acabado; agentes anti-estáticos que permitem a rápida dissipação da carga eletrostática e agentes de expansão que produzem espumas de baixa densidade para estofamentos e vestuário, entre outros.

    1.3.5 - Formulações para Produtos Rígidos, Flexíveis e Plastisóis

    1.3.5.1 - PVC Rígido

    O composto que possui como característica básica a dureza (resistência à penetração ou a risco) e a tenacidade (resistência à tração e ao impacto) pode conter em sua formulação aditivos que forneçam uma ampla gama de propriedades. Entre elas, a baixa inflamabilidade, grande resistência à ignição e a característica de auto-extinção de chama. Além disso, possui boa resistência à corrosão e à oxidação, é bom isolante elétrico e térmico apresentando resistência a intempéries. Quanto à resistência química, é atacado por solventes aromáticos, cetonas, ésteres, aldeídos, naftalenos, alguns cloretos e acetatos.

    1.3.5.2 - PVC Flexível

    A adição de plastificantes à resina de PVC, torna-a flexível e facilmente moldável, possibilitando com isso uma nova gama de aplicações. Esta adição implica não só na escolha do plastificante adequado à aplicação do produto final, como também na quantidade deste aditivo incorporado à formulação.

    Compostos flexíveis que contenham plastificantes na proporção entre 20 e 100 partes por cem de resina (pcr) têm, por um lado, aumentada a sua flexibilidade e, por outro, diminuída a sua resistência química. A seleção da resina adequada para este tipo de formulação é feita entre as de massa molecular intermediária e alta. A formulação típica de um PVC flexível é indicada na Tabela 4.

    1.3.5.3 - PVC - Pastas (Plastisol e Organosol)

    As resinas específicas de PVC para pastas, conhecidas como "plastisol" e "organosol", têm sido constantemente pesquisadas e produzidas com o objetivo de atingir melhores resultados de processamento e produto. O plastisol pode ser definido como o produto da dispersão da resina vinilíca em líquido constituído exclusivamente por plastificantes; já no organosol, parte do líquido é constituída de solventes orgânicos.

    Conforme a aplicação, o PVC em pasta pode ser formulado para se obter produtos flexíveis (plastisois), com resistência à água, óleos, fungos, ataque químico e intemperismo. A formulação típica de um PVC flexível é indicada na Tabela 5.

    A resina para pasta é obtida pelo processo de polimerização em emulsão ou micro-suspensão e é produzida com tamanho de partícula da ordem de 0,1 a 50 micrometros30. Estas partículas são, geralmente, menos porosas e menores do que as da resina de PVC obtida pelo processo de polimerização em suspensão.

    As resinas em emulsão possuem como característica principal a formação de compostos líquidos, homogeneamente misturados à temperatura ambiente. Por serem a única forma líquida de composto vinílico no estado não processado, possibilitam o desenvolvimento de novos processos e produtos que não são práticos ou possíveis para as resinas de suspensão. Resumidamente, na Tabela 6, são apresentadas as propriedades típicas do PVC por formulação.

    A conformação dos compostos rígidos ou flexíveis é obtida através de processos de extrusão, injeção, sopro, calandragem, termoformagem e revestimentos eletrostáticos por pó, além de revestimentos e fundição por soluções. Tais compostos são empregados, sob a forma de dispersões aquosas (látex), em revestimentos profundos, como por exemplo em artefatos com reentrâncias ou rugosidades.

    Os processos convencionais de transformação do PVC em pasta não utilizam o elevado trabalho mecânico que envolve a transformação dos compostos rígidos ou flexíveis. A sua conformação se dá por aquecimento contínuo até a fusão do composto em pasta, quando ocorre a penetração das moléculas do plastificante ou do líquido de dispersão entre as cadeias do polímero, formando uma solução sólida. Com o resfriamento, esta solução atinge elevada resistência mecânica e química. Os principais processos de conformação de PVC em pasta são a moldagem rotacional, a espalmagem e a imersão.

    Os produtos em PVC celular (microporosos) - as espumas - são produzidos com a introdução de um agente expansor na formulação do plastisol, que sob determinadas condições se decompõe liberando gases que formarão as células. Dependendo do teor de plastificante e da resina utilizada, as espumas podem ser formadas por células abertas ou fechadas e serem do tipo rígido ou elastômero (de comportamento semelhante à borracha).

    1.3.6 - Características de Desempenho do PVC

    Para a utilização do PVC em projeto de produtos, normalmente, são consideradas algumas de suas principais características: excelente resistência a produtos químicos; facilidade em ser soldado ou colado, conformado, dobrado, curvado, cortado e usinado; ótimo isolamento elétrico21,28; temperatura de trabalho entre 10oC e 60oC; baixo custo em relação a outros polímeros; não suscetibilidade ao ataque de fungos ou microrganismos; não inflamabilidade e chama auto-extinguível; boa estabilidade dimensional, o que possibilita um bom desempenho em aplicações como tanques, reservatórios e pias23.

    São a seguir descritas as principais aplicações de cada classe de produtos do PVC.

    1.3.7 Aplicações do PVC Rígido

    1.3.7.1 - Extrusão

    Os produtos de PVC rígido podem ser produzidos por extrusão na fabricação de produtos como tubos para água e esgoto, eletrodutos, divisórias residenciais, esquadrias de janelas, corrugados, "telhas" e outras aplicações dentro da construção civil, devido à sua resistência a intempéries. Os extrusados celulares rígidos estão substituindo madeiras em componentes moldados e de ornamentação, por serem resistentes, leves e de fácil instalação.

    Os perfis obtidos por extrusão podem ser produzidos em extrusoras helicoidais simples ou duplas, podendo ser em processos paralelos de extrusão, que incorporam tanto os PVC rígidos como os flexíveis no mesmo produto.

    1.3.7.2 - Injeção

    Os compostos rígidos também podem ser conformados por injeção, produzindo conexões, carcaças para utensílios domésticos e ferramentas elétricas portáteis, conectores elétricos, caixas para eletrodutos, caixas especiais.

    1.3.7.3 - Sopro/Termoformagem

    Pela técnica de sopro podem ser produzidas peças como garrafas, que têm como vantagem a impressão de texto ou desenhos diretamente sobre sua superfície sem a necessidade de tratamento posterior para a sua fixação. Entre as aplicações típicas, incluem-se embalagens para cosméticos, produtos de limpeza, recipientes para produtos químicos inorgânicos ou orgânicos (querosene), bebidas, água mineral, alimentos e outros produtos. Ou através do processo de termoformagem produzindo bandejas e embalagens.

    1.3.8 - Aplicações do PVC Flexível

    Em função de suas propriedades isolantes, baixa inflamabilidade, auto-extinção à chama, custo reduzido e flexibilidade em larga faixa de temperatura de trabalho, os compostos flexíveis são utilizados para isolamento de fios e cabos. Os filmes e laminados flexíveis são empregados em estofamentos, coberturas de parede, cortinas e semelhantes. Peças flexíveis moldadas incluem componentes de operação em dutos, tampas de caixas de saída em eletricidade, punhos e botas de proteção.

    Outras aplicações destes compostos incluem vedações para refrigeradores e aplicações na área médica, como bolsas de sangue e catéteres. No entanto, o maior volume de produção do PVC flexível está no revestimento de fios e cabos elétricos, fabricação de laminados e na produção de calçados.

    1.3.9 - Aplicações do Plastisol

    O plastisol é aplicável na produção de pisos vinílicos, vedantes para tampas metálicas, massas para produtos automobilísticos, produtos para uso médico cirúrgico, correias transportadoras, espumas para juntas selantes, palmilhas, revestimentos protetores, entre outros. O uso de plastisol tem se mostrado eficiente também na substituição de outros materiais.

    Laminados de PVC em tecidos de algodão, juta, nylon e outras fibras sintéticas podem ser obtidos por espalmagem (espalhamento), imersão, extrusão ou calandragem (Obs.: Nestes dois últimos não se utiliza resinas de PVC para pastas e sim resinas de PVC suspensão). O "couro sintético" à base de PVC é amplamente utilizado para estofamento e decoração de móveis, especialmente em veículos terrestres, aéreos e marítimos, como também na fabricação de calçados, malas, pastas e capas impermeáveis especiais.

    Por técnicas de imersão, podem ser preparadas luvas industriais, fios e redes impermeáveis e resistentes a produtos químicos. Por ser macio, flexível e relativamente compacto, o plastisol também é muito utilizado na fabricação de brinquedos produzidos por rotomoldagem como, por exemplo, bolas e bonecas.

    1.3.10 - Copolímeros de PVC

    Os copolímeros, por sua vez, tem grande emprego na fabricação de tintas, filmes e filamentos. As fibras são utilizadas em carpetes, estofamentos e filtros industriais. Os filmes podem ser laminados, sob a forma de "sanduíche" com outros polímeros para finalidades, como a de embalagem, por exemplo.

    1.3.11 - Aplicações Diversas

    Podem ser citadas outras aplicações interessantes de compostos de PVC, como em hélices de ventiladores, capelas de aspiração de gases, enchimento de torres de refrigeração, chaminés para gases corrosivos, gasômetros, calhas, aparelhos de revelação de filmes, funis, revestimentos de tanques metálicos ou de alvenaria, visores, cepos para corte de material de baixa dureza, entre outras, demonstrando aí, toda a sua versatilidade.


  • 27/01/2011 - Conheça a história do PVC

    O plástico PVC, sigla para policloreto de vinila, é um dos materiais mais tradicionais e, ao mesmo tempo, mais avançados e utilizados nos dias atuais. O cloreto de vinila, matéria-prima base da produção do PVC, foi sintetizado pela primeira vez em 1835, no laboratório do cientista alemão, Justus Von Liebig.

    Os primeiros trabalhos de Victor Regnault em 1839, já relatam a aparição de um pó branco após uma exposição solar do gás Cloreto de Vinila. Foi constatado que se tratava de policloreto de vinilideno.

    O cientista A. W. Hoffman, em 1860, publica suas descobertas de polibrometo de vinila. Somente em 1872, através de E. Baumann surgem os primeiros registros da polimerização do cloreto de vinila e obtenção do PVC.

    Em 1912, Fritz Klatte descobriu meios de como produzir em maior escala o PVC. Entretanto, a produção comercial não estava viabilizada, devido à falta de estabilidade térmica. O fato levou à paralisação de várias patentes, fazendo com que se abrisse o caminho para as empresas investirem na produção do PVC.

    Essa resina teve de esperar até o final da década de 1920 para ser produzida em escala comercial. O primeiro produto comercial em PVC foi elaborado nos Estados Unidos em 1929. Na Inglaterra a produção de PVC começou com uma década de atraso.

    PVC chega à América do Sul somente na década de 50. A Argentina inicia nessa época a fabricação e a comercialização de produtos feitos em PVC. Em 1956, a Eletrocloro, atual Solvay Indupa do Brasil, inicia a produção de PVC. Cinco anos depois, a Indupa S/A se instala na Argentina e inicia sua produção de PVC.

    Fonte: Design PVC


  • 19/01/2011 - Novos projetos de tubos de PVC para substituição de sistemas hidráulicos obsoletos em todo os USA

    Com adutoras quebradas e sistemas de tubulação corroídos, que abastecem precariamente as residências e estabelecimentos comerciais, cada vez mais, de costa a costa dos USA, as cidades estão solucionando essa deficiência com a instalação de tubos de PVC duráveis projetados para durar até o próximo século.

    Essa substituição por tubos de PVC vem sendo aplicada em vários projetos nos últimos seis meses.

    Aproximadamente metade da infraestrutura atual instalada nos USA é composta por tubos de ferro fundido, com 100 anos de idade, ou de ferro dúctil, tendo a maioria sido instalada após a Segunda Guerra Mundial. Na maior parte dos casos, esses sistemas de tubulação de ferro já ultrapassaram sua vida útil em 2010.

    De acordo com a Uni-Bell PVC Pipe Association, ocorrem nos Estados Unidos, por dia, mais de 700 interrupções de abastecimento de água, totalizando 250.000 no ano. O cálculo atual dos custos de manutenção e concertos no Canadá e nos Estados Unidos desde 2000 está disponível no site www.watermainbreakclock.com.

    Em primeiro lugar, como consequência das quebras nos sistemas e corrosões nos tubos são desperdiçados anualmente nos USA 2.6 trilhões de galões de água, o suficiente para suprir as necessidades de água potável de todos os homens, mulheres e crianças por um ano.

    O The Vinyl Institute afirma que os sistemas de tubulação de PVC têm sido empregados com sucesso na América do Norte desde 1950, tanto no sistema de água potável como no de efluentes. Milhões de instalações apresentam hoje o mesmo desempenho que apresentavam na época de sua instalação, e são rigorosamente testados em sua eficiência e segurança por empresas certificadoras independentes de reconhecimento nacional. Esses sistemas são fortes, com excelente resistência tanto à corrosão interna como externa, conduzem água potável limpa, oferecem um maior fluxo, resistem a rachaduras mesmo quando dobrados ou submetidos a excesso de peso, e possuem conexões contra vazamentos.

    Segundo um novo estudo realizado pela TNO, um instituto holandês para pesquisa técnica, o tempo de vida útil de tubulações de PVC para sistema de esgoto será superior a 100 anos sob as mais diversas situações de uso. Para a realização do estudo foram selecionadas várias amostras coletadas por escavação, coleta e reciclagem, e efetuadas inspeção microscópica e visual, análises geométricas, testes quanto à deformação, aspereza da superfície e deterioração. Os dados foram então cuidadosamente calculados para chegarem à conclusão de que os sistemas de tubulação de PVC vão durar mais de um século.

    Fonte: Instituto PVC


  • 11/01/2011 - Eficiência energética na construção civil

    O mundo atual não vive sem energia elétrica. Todos os setores da sociedade a utilizam para diversos fins, desde acender a chama do fogão em sua residência, até manter em funcionamento plantas industriais inteiras, etc. Antes, ações simples e manuais como o abrir e fechar de portas e janelas, por exemplo, hoje podem ser controlados eletricamente; dezenas de novos eletrodomésticos surgem a cada dia; a variação da temperatura pode ser controlada de diversas formas, em diferentes tipos de ambiente com a evolução do condicionamento de ar e assim por diante. O consumo de energia vem aumentando a cada dia, a cada ano, com as inovações e o desenvolvimento tecnológico e com a evolução, também vem a preocupação com a possibilidade do desperdício e poluição por sua geração.
    O conceito da eficiência energética foi criado para que o consumo de energia seja repensado em prol da sustentabilidade. Segundo Roberto Lamberts, pesquisador e professor do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LABEEE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o setor industrial foi o que inicialmente se propôs a aderir ao conceito, por um motivo simples – o de economizar energia. “Atualmente todos os setores, inclusive o consumidor comum vem aderindo à eficiência energética” enfatiza Lamberts.
    Roberto Lamberts lembra ainda, que o setor de construção evoluiu muito com relação à eficiência energética. Atualmente existem meios de avaliar esta evolução, como a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) do Procel Edifica. “Este selo mede o grau de eficiência energética dos edifícios comerciais e públicos, o que inclusive, tem sido aproveitado como forma de ampliar as vendas pelas construtoras, um marketing que deu certo”, explica o pesquisador. O Ministério de Minas e Energia (MME) apoia a iniciativa e criou a Regulamentação para Etiquetagem Voluntária de Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos, disponível em seu site http://www.mme.gov.br/mme.
    Com um melhor aproveitamento das condições climáticas locais, um imóvel pode ser construído com uma maior ventilação, o que permite o uso moderado de ar condicionado. Ou então, pode receber maior radiação solar, aproveitada por um aquecedor solar. Esquadrias de PVC asseguram o melhor desempenho com o isolamento térmico e acústico. “São exemplos simples e eficazes na redução do consumo energético e que deveriam ser mais utilizados pelas construtoras”, afirma Lamberts.
    Como exemplo de uma casa modelo, a ELETROSUL - Centrais Elétricas S.A. e a ELETROBRÁS - Centrais Elétricas Brasileiras S.A., através do Procel, estruturaram a sede do Laboratório de Monitoramento Ambiental e Eficiência Energética como uma construção modelo, chamada de “Casa Eficiente”. Nela são desenvolvidas atividades de pesquisa pela equipe da UFSC no âmbito da construção civil e funciona como um centro de demonstração do potencial de conforto, eficiência energética e uso racional da água.
    Uma boa alternativa para acompanhar os desperdícios na energia elétrica dos produtos que temos em casa e escritórios, pode ser encontrado no site da Cemig, empresa de Minas Gerais, que distribui energia elétrica naquele estado, desenvolveu em seu site um simulador de gastos com energia elétrica. O consumidor acrescenta os produtos que possui e o tempo que os utiliza pelo período de um mês. Uma calculadora especial transforma os dados nos kWh/mês que foram gastos.
    O interessante para o consumidor que pretende adquirir um imóvel é a viabilidade. Para muitas pessoas uma casa construída com eficiência energética é sinônimo de mais dinheiro, o que não é verdade. O custo não chega a 5% a mais que o de uma casa convencional. “Muitas vezes, em alguns casos fica até mais barato” diz Lamberts.

    Fonte:Instituto PVC


  • 03/01/2011 - PVC na arquitetura: beleza, funcionalidade, inovação. Uma solução para seu projeto

    A arte da funcionalidade e da beleza

    A arquitetura é considerada a arte e o domínio do belo, tendo em sua essência a busca das aspirações do homem quanto aos ambientes construídos nos quais ele vive.

    Sem perder os conceitos de funcionalidade, a criação arquitetônica está sempre carregada de uma dose equilibrada de razão e emoção. A arquitetura é um tecido dinâmico que se atualiza constantemente, sempre em sintonia com os desejos do homem.

    A participação do arquiteto na concepção de um ambiente é tão importante quanto a de um Chef num bom restaurante. Além de escolher e combinar os "ingredientes", ele aplica cada um no lugar exato para refletir beleza, harmonia, conforto e praticidade na casa, escritório, edifício, indústria, ou em qualquer outro projeto.

    Por que inovar com o PVC

    Antes escondido nas paredes, o PVC ocupa cada vez mais os espaços nobres dos ambientes em forma de portas, janelas, esquadrias, divisórias, perfis, revestimentos, pisos, forros, papéis de parede, sidings, decks, lambris, entre outros materiais usados na construção e na decoração.

    O PVC atende às exigências técnicas e estéticas de projetos contemporâneos, reformas, restauração e até reposição de peças em edifícios do patrimônio histórico.
    No Brasil, o PVC vem se tornando uma das melhores opções para projetos residenciais, comerciais e industriais. Sua aplicação nesse segmento vem se destacando dentre as mais importantes tendências de modernização da construção civil no país.

    As vantagens do PVC em relação a outros materiais são muitas. São mais duráveis, leves, resistentes, fáceis de instalar, limpar e, em alguns casos, quase nenhuma manutenção. Para completar, seu preço é altamente competitivo.

    Por essas razões, o PVC vem sendo um dos materiais mais escolhidos pelos arquitetos na hora de construir ou reformar.


  • 22/12/2010 - Dentro de casa, longe do ruído

    O barulho produzido pelos mais diversos ruídos está presente no dia a dia agitado nas médias e grandes cidades. Nas ruas e avenidas não temos ainda como escapar dos excessos da poluição sonora, mas a tecnologia já dispõe de soluções que isolam o ruído e aumentam o conforto quando botamos os pés dentro de casa.

    O PVC (policloreto de vinilo), material plástico sólido, é a matéria-prima usada na fabricação de esquadrias para portas, janelas, batentes, porta suspensa, entre outros produtos. Essa opção termoacústica é procurada por clientes de médio e alto padrão com poder aquisitivo para afastar os ruídos indesejados.

    O engenheiro João Bosco da Silva Rocha, e diretor da JB Casa & Conforto, trabalha com essa tecnologia há oito anos. Segundo ele, o isolamento térmico e acústico são os principais fatores a serem destacados, entre outros benefícios. "Ao contrário de alumínio, ferro e vidro temperado, as esquadrias de PVC oferecem mais proteção contra barulho e o calor.

    João Bosco acredita que, em Maringá, além do Terraço de Gaudi, na Avenida XV de Novembro, centro da cidade, há entre 150 e 200 residências de alto padrão feitas com esquadrias de PVC. A exemplo de quase tudo que é sofisticado, elas podem custar entre 15% e 30% a mais que o alumínio de bom padrão.

    Além do Terraço de Gaudi, a Construtora Design de Maringá, vai utilizar esquadrias de PVC no Icon Residences, em fase de construção, ao lado do Hotel Deville. "A proposta da construtora é oferecer o maior conforto possível aos nossos clientes", ressalta a engenheira Juliana Gomes.

    Segundo ela, para diminuir o barulho entre os apartamentos, como toc-toc do sapato, usa-se lã mineral na contrução da laje. "Além do conforto, todas essas soluções agregam mais valor ao imóvel", afirma.

    Fonte: O Diário do Norte do Paraná


  • 16/12/2010 - Como se faz tubos de PVC?

    Preparo e armazenagem
    A resina de PVC, principal matéria-prima dos tubos, e componentes como estabilizante, carbonato de cálcio e pigmentos são misturados no silo a 120oC. Depois, o composto é resfriado em temperatura de 60o.

    Extrusão
    O composto entra em um cilindro com uma rosca interna, que faz seu transporte até a saída pela matriz da extrusora, com o diâmetro determinado. A temperatura pode chegar a 200oC.

    Calibração e refrigeração
    Após a saída da matriz, o tubo pré-formado entra no sistema de calibração e refrigeração, onde toma forma, atendendo às especificações e normas técnicas.

    Tração
    Um puxador traciona o tubo até a saída acabada do cortador, mantendo o fluxo contínuo. Os tubos são cortados em 3 m ou 6 m, de acordo com solicitação do cliente.

    Acabamento
    Na máquina de acabamento é feito o chanfro, colocação de anel de junta de borracha, bolsa (onde um tubo acopla no outro), amarração em feixes e armazenamento em carrinhos. Nessa fase é feita a inspeção final de qualidade.

    Armazenagem
    Após a aprovação, os produtos são armazenados no centro de distribuição até serem transportados para os pontos de vendas.

    Fonte: Revista Equipe de Obra


  • 09/12/2010 - PAC 2 destina R$ 506,4 milhões ao Paraná

    Curitiba - A lista de projetos e obras que receberão recursos do governo federal por meio da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi divulgada ontem pelo Ministério das Cidades O Paraná receberá um total de R$ 506,4 milhões, distribuídos para 32 cidades, incluindo Londrina A maior parte do dinheiro será destinada a saneamento (R$ 117,23 milhões), urbanização de assentamentos precários (R$ 53,62 milhões), drenagem urbana (R$ 207,11 milhões) e pavimentação (R$ 53,23 milhões) A parcela restante dos recursos será aplicada em 'Praças do PAC', que são centros de atividades de esporte e de serviços, em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em Unidades de Pronto-Atendimento, que são estabelecimentos de saúde de complexidade intermediária

    No caso de Londrina, o Ministério das Cidades informou que foram selecionados três projetos: a ampliação do Sistema de Abastecimento de Água nos Distritos de Lerroville, São Luiz, Guairacá e Irerê; a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário nos bairros São Jorge e Campos Verde; e a elaboração de estudos e projetos para urbanização (assentamento precário) Já a Prefeitura de Londrina acrescentou ainda que foram aprovadas uma Unidade de Pronto-Atendimento; oito Unidades Básicas de Saúde; e uma Praça do PAC

    Todo o Paraná receberá, além de R$ 431,18 milhões em investimentos em saneamento e pavimentação, por exemplo, mais 22 Praças do PAC, 63 Unidades Básicas de Saúde e oito Unidades de Pronto-Atendimento Em todo o País, o total de investimentos ultrapassa os R$ 18 bilhões, e se refere somente ao chamado Grupo 1 do PAC, que compreende capitais, regiões metropolitanas e municípios acima de 100 mil habitantes

    Para definir quais propostas receberiam recursos, o governo federal priorizou aquelas com maior impacto para a população e que poderiam ser realizadas de forma mais rápida O ministro das Cidades, Márcio Fortes, explicou que a ideia foi escolher aquelas que 'já têm bala na agulha', ou seja, que tinham, por exemplo, área legalizada para a obra, com licenciamento ambiental adiantado

    A divulgação da lista de investimentos do PAC 2 aconteceu no mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que o governo federal prepara uma redução de custos, o que implica no adiamento de investimentos do PAC A assessoria de imprensa do Ministério das Cidades informou, contudo, que a declaração não afeta os investimentos já anunciados

    SAIBA MAIS

    PAC 2
    Veja quais municípios do Paraná
    vão receber verbas federais:
    Agudos do Sul, Almirante TamandarÉ, Apucarana, Arapongas, Araucária, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Cascavel, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Itaperuçu, Lapa, Londrina, Maringá, Paranaguá, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Toledo.

    Em Londrina

    Confira quais projetos de Londrina foram acolhidos pelo governo federal para receber recursos:

    1) Ampliação do Sistema de Abastecimento de Água nos Distritos de Lerroville, São Luiz, Guairacá e Irerê.

    2) Implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário nos bairros São Jorge e Campos Verde.

    3) Elaboração de estudos e projetos para urbanização (assentamento precário).

    Fonte: Secretaria de Relações Institucionais e Ministério das Cidades.

    Fonte: http://www.bonde.com.br/folhadelondrina/?id_folha=2-1--3865-20101207


  • 07/12/2010 - Construção civil deve crescer 6,1% em 2011

    SÃO PAULO - O Produto Interno Bruto (PIB) da construção deve crescer 11% neste ano e 6,1% em 2011, conforme estimativas divulgadas hoje pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon). Em encontro com a imprensa para comentar os resultados do ano e as perspectivas para o setor em 2011, a entidade chamou a atenção para a retomada do crescimento, que superou as expectativas do início de 2010. Ao listar os próximos desafios para se chegar ao crescimento sustentado, os economistas do SindusCon avaliam que manter taxas de dois dígitos vai exigir um esforço consideravelmente maior.

    De acordo com a entidade, entre os empresários a perspectiva é de que o crédito continuará em expansão e os lançamentos serão voltados para os segmentos de média e baixa renda. Os executivos, porém, têm se mostrado pessimistas em relação à evolução dos custos setoriais, ao considerar que o fator mão de obra deve continuar como um dos grandes problemas de 2011.

    No ano, a inflação na construção civil medida pelo Índice Nacional do Custo da Construção - Mercado (INCC-M) já acumula alta de 6,95% até novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse indicador estava em 3,01% um ano antes, mas chegou a atingir 11,75% em 2008.

    Entre os principais desafios para a indústria da construção, na avaliação da entidade, estão a continuidade do programa habitacional, o desenvolvimento de novas fontes de financiamento, a busca por inovações tecnológicas, o custo dos terrenos e a escassez de mão de obra. O SindusCon reconhece que a expansão do crédito na área habitacional e de infraestrutura e os recursos do "Minha Casa, Minha Vida" garantiram forte crescimento neste ano, apresentando reflexos em toda a cadeia. Resultado direto desse cenário, o País deve fechar 2010 com a geração de 350 mil novos empregos com carteira assinada.

    Otimismo

    Dados mais recentes da indústria de materiais mostram que houve queda no indicador de desempenho das empresas, mas o otimismo dos empresários continua forte, ressalta o SindusCon. Sondagem realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) aponta que 76% das indústrias consultadas pretendem investir nos próximos 12 meses. Os principais alvos de investimentos seriam novas tecnologias, máquinas e equipamentos. A mesma pesquisa mostra que 88% das empresas do setor seguem otimistas em relação ao fechamento das vendas internas de novembro, ante o índice de 85% registrado no mês anterior.

    O ritmo de criação de empregos também confirma o aquecimento do setor, acrescenta o sindicato. Em outubro, foi registrada alta de 7% na taxa de ocupação da indústria da construção em relação a um ano antes, segundo levantamento mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma base de comparação, o emprego formal no Brasil cresceu 15,1%, com destaque para os Estados do Norte (24,5%) e do Nordeste (27,4%).

    Para ilustrar o bom desempenho do ano, a entidade citou números da região metropolitana. No acumulado até outubro, os lançamentos na Região Metropolitana de São Paulo somaram 48.176 unidades e já se aproximam do volume total lançado em 2009, de 50.992 unidades, conforme pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). A performance, porém, ainda está um pouco distante do recorde de 62.762 unidades lançadas em 2008.

    Fonte: Estadão


  • 19/11/2010 - Maior parte das obras de habitação e saneamento do PAC está em fase de execução

    No eixo Infraestrutura Social e Urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui obras de habitação e saneamento, 27% das ações estão concluídas e 52% apresentam execução adequada. As ações em atenção representam 17%, e as preocupantes somam 4%. De janeiro a abril deste ano, o comitê gestor do PAC acompanhou a execução de 202 ações nesse item.

    Entre as obras de habitação, dos R$ 19,3 bilhões de investimentos selecionados, R$ 16,8 estão contratados. Nas obras de urbanização de favelas, a previsão é que 38% das ações sejam concluídas até 2010.

    As obras com execução considerada "preocupante" são a urbanização da Estrutural, no Distrito Federal, o reassentamento de famílias nas vilas Dique e Nazaré, em Porto Alegre, e a recuperação e reconstrução de casarões em ruínas no Centro Histórico de Salvador.

    Na área de saneamento, 86% das obras já foram iniciadas e 45% devem estar concluídas até o fim deste ano. Entre as obras com selo amarelo, que merecem atenção, estão o esgotamento sanitário em Porto Velho, o abastecimento de água no Distrito Federal e Entorno e o esgotamento sanitário em Fortaleza, Rio Branco e Aracaju.

    As obras de ampliação e melhorias de esgoto em Cuiabá estão com selo vermelho, que indica situação preocupante. Elas estão paralisadas por causa da anulação dos contratos com executores, mas a previsão é que seja retomada até o dia 13 de agosto.

    O metrô de Salvador também está com selo vermelho. No trecho entre a Lapa e o Acesso Norte, a restrição é devida a atrasos da Companhia de Transporte de Salvador na execução dos cronogramas de orçamento, energia e operação. Já no trecho Acesso Norte a Pirajá, a execução está suspensa no aguardo de detalhamento orçamentário determinado pelo Tribunal de Contas da União.

    Até abril deste ano, foram feitas 2,3 milhões de ligações de energia elétrica pelo Programa Luz para Todos, atendendo 11,5 milhões de pessoas. A meta original de 2 milhões de ligações foi atingida em maio de 2009.

    Fonte: Uol Noticias


  • 19/11/2010 - Ministério das Cidades anuncia seleção de R$ 17,2 bilhões do PAC 2

    O Ministério das Cidades divulgou dia 12 resultado da seleção do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para municípios integrantes do Grupo 1. São 1.258 obras e projetos, que somam R$ 11,80 bilhões de recursos de repasse da União e R$ 5,46 bilhões de financiamento com recursos do FGTS e FAT, totalizando R$ 17,25 bilhões.

    Esta é a primeira seleção de empreendimentos de infraestrutura do PAC 2, correspondente a metade dos recursos disponíveis, aproximadamente. O processo foi realizado em conjunto entre governo federal, prefeituras e governos estaduais, por meio de cartas-consulta, priorização de propostas enquadradas, análise de propostas e entrevistas técnicas em Brasília.

    Além desses valores, estão selecionados recursos para produção de quase 90 mil unidades habitacionais a serem contratadas pelo programa Minha Casa Minha Vida, em complemento a essas obras.

    O Grupo 1 é formado por municípios integrantes das Regiões Metropolitanas de Belém/PA, Fortaleza/CE, Recife/PE, Salvador/BA, Rio de Janeiro/RJ, Belo Horizonte/MG, São Paulo/SP, Campinas/SP, Baixada Santista/SP, Curitiba/PR e Porto Alegre/RS e da Região Integrada do Entorno do Distrito Federal – RIDE/DF. Também contempla cidades com população acima de 70 mil habitantes localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e com população acima de 100 mil habitantes localizados nas regiões Sul e Sudeste.

    As demais localidades integrantes do grupo 2 e 3 ainda estão em fase de pré-seleção.

    Foram selecionadas obras e projetos de Urbanização de Assentamentos Precários, Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário, Saneamento Integrado, Drenagem Urbana, Contenção de Encostas e Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas.

    Fonte:www.cidades.gov.br


  • 28/09/2010 - Construção civil cresce pelo sétimo mês seguido em agosto

    Desempenho das médias e grandes empresas contribuíram para o resultado

    A atividade da construção civil cresceu em agosto na comparação com julho e registrou 56 pontos, de acordo com a Sondagem da Construção Civil, divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta segunda-feira (27). Este é o sétimo mês seguido de expansão do setor.

    De acordo com a metodologia usada pela CNI, indicadores acima de 50 pontos apontam crescimento ou expectativas positivas. Valores abaixo de 50 pontos são sinal de retração. Os indicadores variam de zero a 100 pontos.

    Contribuíram para o resultado de agosto, de acordo com a CNI, o desempenho das médias e grandes empresas do setor, que tiveram aumento de atividade de 57 e 58,9 pontos respectivamente. Para as pequenas empresas, que cresceram menos, o indicador ficou em 50 pontos.

    Além do crescimento de agosto na comparação com julho, o nível de atividade em agosto está acima do usual, ou seja, atingiu 55 pontos (expansão) na comparação com os meses de agosto de anos anteriores.

    Otimismo

    Com o crescimento do setor, o otimismo dos empresários manteve-se elevado, Os empresários da construção civil esperam para os próximos seis meses aumento no nível de atividade (65,3 pontos), expansão nos novos empreendimentos e serviços (63,1 pontos) e pretendem aumentar as compras de insumos e matérias-primas (64,2 pontos).
    A Sondagem da Construção Civil é uma pesquisa de opinião dos empresários mensal, que tem como objetivo identificar tendências da indústria da construção civil. A pesquisa do mês de agosto foi realizada de 31 de agosto a 21 de setembro com 435 empresas, sendo 232 pequenas, 155 médias e 48 de grande porte.
    Fonte: http://noticias.r7.com


  • 28/09/2010 - Reciclagem de óleo ajuda encanamentos

    Ao jogar o óleo de cozinha usado na pia, o brasileiro não percebe que está ajudando a aumentar a contaminação dos córregos, rios e mares, além de colaborar para entupir o encanamento da sua residência e das galerias pluviais.
    “Com uma iniciativa muito simples, os cidadãos podem ajudar na preservação do meio ambiente e na geração de renda para as pessoas carentes”, destaca a presidente da Associação Nacional para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecóleo), Célia Marcondes. Segundo ela, o armazenamento do óleo em potes de vidro e o encaminhamento do produto para postos de reciclagem está gerando renda para 1,8 mil trabalhadores em todo o país.
    Na Grande São Paulo, a organização não governamental (ONG) Trevo é uma das responsáveis pela coleta desse material em cerca de 2,5 mil prédios. Segundo Roberto Costacoi, a ONG que preside coleta, em média, 270 mil litros de óleo por mês. Todo esse óleo de cozinha que é recolhido pelos prédios, bares e principalmente restaurantes fast food de São Paulo é depois tratado e repassado para grandes indústrias de biodiesel. Com esse trabalho, a organização se autosustenta e gera emprego para 50 famílias que recebem, em média, R$ 1 mil por mês.
    “A reciclagem tem várias vantagens: uma é que vamos deixar um mundo melhor para nosso filhos e netos. Outra é que vai cair pela metade o gasto do condomínio com o desentupimento de esgotos e encanamentos – e sabemos que qualquer desentupidora não sai de sua base por menos de R$ 1 mil. Tem ganho material, ganho ecológico e geração de emprego”, destacou Costacoi.
    Segundo a Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 366 municípios do estado de São Paulo, a reciclagem do óleo de cozinha realmente diminui o número de trabalhos de desobstrução na rede de esgoto. Em Cerqueira César, bairro da capital paulista onde o trabalho começou a ser desenvolvido em 2007 com as ONGs Trevo e Ecóleo, 1,6 mil condomínios aderiram ao programa e o resultado foi que o número de desobstruções de esgotos diminuiu 26% em relação aos demais bairros operados pela Sabesp.
    De acordo com Célia, uma família brasileira formada por cinco pessoas consome cerca de quatro litros de óleo por mês. Desse total, um litro é descartado e o restante absorvido na comida. Pelos cálculos da Sabesp, cada litro desse óleo que é descartado nas pias polui mais de 25 mil litros de água.
    “A reciclagem gera postos de trabalho e renda e aquilo que é problema, que é resíduo, vai passar a ser produto para as indústrias, que precisam do óleo como matéria-prima. Há uma gama enorme de produtos (biodiesel, sabão, tintas, vernizes e massas de vidro) que podem ser feitos com esse material que estamos jogando fora de forma irresponsável”, resumiu Célia.
    Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/reciclagem-de-oleo-ajuda-encanamentos-12072010-8.shl